
Infraestrutura tecnológica
BigData-Funasa define infraestrutura tecnológica para sustentar base de análise de dados
Antes de analisar os dados, disponibilizar modelos preditivos ou painéis de informações, é necessário construir uma base para sustentar essas funcionalidades. A definição da arquitetura de infraestrutura que sustenta o ambiente tecnológico da iniciativa ficou à cargo de Gustavo Portella, doutor em Ciência da Computação pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador colaborador nas áreas de sistemas computacionais, computação em nuvem e machine learning. Durante esse processo, o pesquisador contou com o apoio do estagiário Roberto Diniz, estudante de Ciência de Dados e IA do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb) e bacharel em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário de Brasília (Ceub).
A dupla optou pela construção do sistema a partir da computação em nuvem e contêineres, tecnologias que permitem que sistemas cresçam de forma organizada e segura, conforme a demanda. Isso significa que o ambiente do BigData-Funasa pode começar menor e se expandir ao longo do tempo, se readaptando constantemente para acrescentar mais bases de dados, usuários e novas ferramentas. Esse é o conceito que os especialistas definem como “escalabilidade”.
A arquitetura foi organizada por camadas. A primeira garante o acesso seguro ao ambiente através de VPN, uma rede privada que impede o acesso de usuários não autorizados. Também foram construídas camadas responsáveis pelo gerenciamento das aplicações, pelo armazenamento e processamento de dados, pelos dashboards (painéis analíticos gráficos) e pelo monitoramento do sistema. As camadas se comunicam entre si, porém com funções distintas e bem definidas. A automação dos fluxos operacionais também foi estabelecida pela equipe desde o começo do projeto. As vantagens estão na redução de erros humanos, na padronização de processos e no rastreamento de atividades, fator que é fundamental para garantir uma melhor gestão voltada aos dados sensíveis.
Vale ressaltar que a segurança é um cuidado que perpassa todas as áreas do projeto e, por isso, a infraestrutura conta com mecanismos de autenticação para acesso, segregação de perfis de usuário, registros de atividades e monitoramento de ambiente. Além disso, o sistema passa por uma rotina de backups, testes de desempenho e políticas para o uso seguro e ético de inteligência artificial generativa.
O trabalho desenvolvido reforça o comprometimento dos profissionais do BigData-Funasa em proporcionar um ambiente moderno e tecnológico, mas que seja seguro, adaptável e favorável à evolução do sistema com o passar do tempo.