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Ilustração de plataforma de dados com elementos visuais modulares e gráficos analíticos

Identidade visual

BigData-FUNASA desenvolve identidade visual orientada à criação de plataforma de dados

17 de junho de 2026Texto: Mirna SilveiraEdição: Daniella Goulart

O projeto BigData-FUNASA concluiu a primeira versão de sua identidade visual, etapa que antecede a estruturação da plataforma digital de inteligência analítica. A proposta foi apresentada pelo professor Marco Lobo, responsável pela frente de arquitetura da informação, design e experiência do usuário, e aprovada pelo grupo de pesquisadores envolvidos no projeto. A consolidação oficial depende ainda da apresentação à direção da Funasa.

A identidade visual foi criada a partir de um método quantitativo de coleta de dados, conhecido como “survey”, que foi aplicado aos pesquisadores que lideram o projeto. A pesquisa indicou que a marca buscava transmitir clareza, credibilidade, integração, inovação, coerência institucional e adequação ao ambiente digital. Com base nessa necessidade, o professor desenvolveu um conceito que transformou palavras-chave em elementos gráficos. As formas geométricas representam a passagem do dado para a informação integrada, da informação integrada para a inteligência, e da inteligência para a transformação da gestão pública.

Desenvolver a identidade visual antes da arquitetura da informação e dos protótipos da plataforma foi uma decisão planejada. Segundo Lobo, o design precisa entrar no processo desde o início porque define a lógica de comunicação, as hierarquias de informação e a lógica de experiência que vai orientar a interface.

Um dos principais desafios desse processo foi equilibrar o vínculo institucional e a proposta exigida pelo projeto. “A identidade visual foi pensada para dialogar com o peso institucional da Funasa, mas também para abrir caminho para uma plataforma moderna, orientada por dados e voltada à geração de inteligência pública”, ressalta o professor. A solução adotada mantém coerência com os parâmetros cromáticos originais da Fundação, criando uma proximidade visual entre as duas marcas, mas com linguagem mais modular, geométrica e clara, que demonstra modernidade, mas sem interferir na credibilidade.

O desenvolvimento dessa identidade visual é resultado do Estudo 1 do projeto, documento que analisou 16 plataformas de dados, sendo oito internacionais e oito nacionais. O estudo identificou que as referências internacionais apresentam organização por indicadores, integração entre dados e território, e interfaces orientadas à decisão. As plataformas brasileiras, no entanto, ainda enfrentam fragmentação de bases, interfaces complexas e pouca mediação visual. A maior dificuldade revelada é de que o Brasil dispõe de grande volume de dados públicos, mas esses dados nem sempre estão organizados de forma inteligível e efetiva.

Por esse motivo, a identidade visual é compreendida como a primeira camada de organização comunicacional do projeto. A partir de sua aprovação institucional, os próximos passos incluem a construção do design system, a definição da arquitetura da informação, a prototipagem e a validação dos fluxos de uso da plataforma. “O objetivo é que a futura plataforma não seja apenas um repositório de dados, mas um ambiente de inteligência pública, capaz de apresentar informações de forma integrada, visualmente clara e orientada à ação”, finaliza Lobo.